Ao conversar com a malta, dei-me conta que o ataque ao que resta da época está previsto, depois de mais um cunning plan de JEB e companhia, ser feito com apenas 3 avançados. Algo que pode preocupar até o mais relaxado dos sportinguistas, não fosse eu me ter inspirado num post do Fuinha, da altura do Mundial e ter decidido apresentar as tácticas para enfrentar o resto da temporada de peito feito.
Assim temos a táctica #1, desenhada para enfrentar adversários mais poderosos, para segurar aquele 1-0 que está tremido com o Setúbal ou a Académica ou para apresentar de início perante equipas que venham com o autocarro, desconcertando-as com um meio-campo estilo box-to-box, obrigando-as a dar espaços na marcação aos nossos médios de abertura.
Esquematicamente é assim:
Nesta táctica joga-se com uma defesa tradicional, com os laterais a subirem no apoio aos médios e ao avançado e com o Polga a subir nos cantos. O Nuno André Coelho, joga a centrinco, que é uma posição que o Pálsérgio inventou e que é muito boa - tapa os espaços entre os centrais e os trincos que são o Zapater (trinco esquerdo) e o Pedro Mendes (trinco direito). Depois, joga o Maniche e o André Santos no meio campo, com a função de fechar quando o adversário quer atacar e apoiar o avançado - esta dupla tem tudo para funcionar, porque é como aqueles números do "good cop / bad cop", ou seja, jogador novo / jogador velho, magro / gordo, gajo que corre / gajo que não se mexe, gajo com bom feitio / gajo com mau feitio, etc. No ataque, temos o Postiga, que está em grande forma e que liberto do peso do Liedson, vai dar cartas, como fez na selecção frente à Espanha.
Quando for preciso, entra em campo a táctica #2 - que é a táctica da carne toda no assador:
Neste esquema, o Evaldo sobe no terreno e apoia o ataque, do outro lado, o João Pereira passa para médio e faz uma função dupla de pivot / médio interior, isto significa que entra o Abel (Abelacov, para os mais desatentos) e que vai marcar os cantos do lado esquerdo, os livres e fecha nas saídas do João Pereira. Na defesa continua o Carriço e o Polga, que continua a subir nos cantos.
No meio campo, o Maniche enche o miolo, espalhando o perfume do seu futebol por toda a sua área de intervenção.
Depois, vêm os avançados, o Valdés a descair para a esquerda, mas sem ser encostado à linha para dar espaço às entradas do Evaldo, o Vukcevic (que pode ser substituído pelo Salomão, que neste caso passaria para a esquerda e o Valdés seria substituído pelo Cristiano, que é o médio médio que chegou para substituir o avançado bom que tinhamos) joga encostado à direita, fazendo diagonais para o meio e claro dando apoio ao Djaló e ao Saleiro que jogariam mais no miolo, na pressão aos centrais.
Ainda temos um banco de luxo, com o Hildbrand, o Torsiglieri, o Grimi (estou convencido que se o homem aprender a andar como as pessoas, ainda pode vir a ser útil!) e o Matias. O izmailov não conta, porque até 24 de Fevereiro o JEB ainda o vende para a Rússia.