terça-feira, 29 de abril de 2008


Ao ler isto, cada vez mais me convenço que um grande número de portistas acreditavam piamente que a edição 2007/08 da Champions iria ser um autêntico passeio para o Dragão e que os jogos e adversários que lhes fossem surgindo pela frente, seriam cilindrados um por um até à grande final de Moscovo.

Para quem vive nessa ilusão, vê um Barça - Manchester ou um Liverpool - Chelsea e fica desiludido porque os espectáculos não são de encher o olho. Esquecem-se é que estamos perante os melhores jogadores do mundo e que todos eles, tarimbadíssimos e com uma séries de finais e meias finais europeias em cima, põem os interesses colectivos acima dos seus individuais, intrepretam na perfeição esquemas tácticos pouco ousados e portanto o jogo não é de facto um espectáculo de encher o olho.

E se calhar, confusos porque não viram um "baile" pensam que qualquer uma destas equipas está ao nível de um Mónaco ou de um Deportivo da Corunha e que a passadeira ia estar de novo estendida à espera que a marcha ao som do "São João dá cá um balão para eu brincar" passasse.

Só para quem ainda não percebeu, Ronaldo, Messi, Drogba, Torres & Cia. são um bocadinho (mas só um bocadinho) melhores que os Anselmos, os Maurícios, os Geromeís e os Mrdakovics, que os azuis e brancos estão habituados a defrontar.

Será que sou só eu ou já mais ninguém se lembra que em 28 de Novembro passado - não foi assim à tanto tempo, fez ontem 5 meses - o Porto «que joga incomparavelmente do que qualquer uma daquelas quatro equipas das meias-finais da 'champions'» (sic. Miguel Sousa Tavares in A Bola), levou 4-1 do Liverpool?

Se calhar e para os mais esquecidos, até tinha sido bom o FCP ter chegado às meias, para levar outra chapa 4 e trazer de volta à terra umas aves raras que de quando em vez levantam voo e tendem a parvar!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Jardel



Declarou-se viciado em cocaína. E, ao mesmo tempo, garantiu não se drogar há dois meses.

"Não pretendo jogar em time pequeno, porque vão achar que eu sou o salvador da pátria. Não é bem assim. Mas sei que se tiver espaço em um clube grande, ainda posso fazer muitos gols - analisa"

VOLTA JARDEL.
Na minha opinião o melhor ponta de lança que vi jogar!

Os chorões


Leio aqui que o Benfica vai apresentar uma participação contra Lucílio Baptista na Liga e confesso que fico deveras surpreendido.

Então durante anos tive que gramar com os lampiões a acusarem os sportinguistas de passarem o tempo a reclamar das arbitragens, justificando assim insucessos e falhanços e que eles, quais arautos da justiça desportiva, aceitavam os erros com naturalidade e com fair play e agora de repente é só choraminguisses?

É o Chalana, que lá no meio daquelas dificuldades em articular uma frase com sentido, vai chorando que o querem empurrar para baixo, é o orelhas que metendo uns "hãs" pelo meio, lá vai distraindo o povo com umas denúncias na Liga e agora isto!


Sim senhor, é o bom e velho "faz o que eu digo, não faças o que eu faço!".

Quando nos toca, doí, não doí?

E outros que para a semana mereciam perder com um golo metido com a mão era o Paços e o Zé Mota, que no ano passado, consideravam que os erros de arbitragem eram normais num jogo de futebol, mas que agora que estão com a cordinha na garganta não param de chorar!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Mais um...


Pois é amigo caneleiras! Gozava, gozava mas isto tem sido um fartote!
Desde 2ª feira já nos "venderam" Vukcevic, Veloso, Moutinho... uns atrás dos outros!

In "A Bola"



Sporting
Empresário revela interesse do Manchester United em Vukcevic
O montenegrino Vukcevic está a despertar a cobiça do Manchester United. A revelação surgiu através do seu empresário, Zoran Stojadinovic, que diz já ter falado sobre o assunto com o médio do Sporting.


Vukcevic está contratualmente ligado aos «leões» por mais três épocas, mas o empresário, em declarações à TSF, diz que já tem uma reunião agendada para o final da presente temporada com os responsáveis do clube de Alvalade, a fim de abordar o futuro do jogador.«Já falei com a direcção do Sporting, mas ficámos de tratar do assunto quando terminar o campeonato. Por agora não vamos tomar qualquer decisão, pois o clube está empenhado em assegurar um lugar na Liga dos Campeões», afirmou o empresário, que também diz haver interesse do Valência e do At. Madrid. Com isso, sintetizou Stojadinovic, «o jogador está muito contente, pois está a jogar bem e há muitos clubes a olhar para ele».Purovic também pode estar de saídaO empresário representa também os interesses do também montenegrino Purovic, avançado que poucas oportunidades tem tido na equipa comandada por Paulo Bento. O jogador tem mais quatro anos de contrato com os «leões», mas Stojadinovic assumiu hoje que «pode estar de saída».

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Tio Patinhas do andaime


Já que o meu clube está uma miséria tão grande que nem dá para gozar com o Benfica depois de 3 derrotas e 10 golos encaixados em 3 jogos, resta-me o Boavista e o Tio Patinhas do andaime que na semana passada ia dando o golpe do baú.
Depois de anos de saque, perdão sob a gestão do clã Loureiro, o Boavista viu Joaquim Teixeira assumir a presidência há pouco mais de 2 meses. Depois de assumir o cargo a 2ª coisa que fez (a 1ª foi meter as mãos à cabeça e pensar "Oh meu Deus, onde me fui meter?!?!?!") foi ordenar uma auditoria às contas do clube e da SAD, por forma a conhecer a dimensão do buraco onde estava enfiado.
Ainda antes de serem conhecidos os resultados desta auditoria, Joaquim Teixeira, viu logo que não tinha dinheiro para mandar cantar um cego, quanto mais para pagar os ordenados do Kalanga & Cia e numa jogada arriscada procurou investidores, que estivessem na disposição de enterrar, perdão investir uns miseros milhões no clube do Bessa.
E quem é que ele encontrou? Sérgio Silva!
Assim que ouvi a notícia, confesso que fiquei surpreendido. E quando na 5ª feira passada vi o tal investidor numa conferência de imprensa com Joaquim Teixeira, ainda maior foi a minha admiração. O gajo parecia saidinho do mercado do Bulhão. E nem era daquelas bancas dentro do mercado, parecia mesmo um daqueles gajos que à porta dos mercados nos tentam impingir a t-shirt da moda, roubadinha nessa noite!!! Só lhe faltava o fio de ouro pendurado ao peito, a barba de 3-15 dias e a Ford Transit estacionada à porta do Estádio.
Foi por isso sem grande surpresa que ouvi logo no dia seguinte que o artista tinha sido detido, por suposta burla, emissão de cheques sem cobertura e falsificação de documentos bancários (a única coisa que me surpreendeu foi não estar "roubo de roupa de marca" no rol de acusações). Foi ouvido durante toda essa tarde e passou a noite nos calabouços de um qualquer posto da "xota" na cidade do Porto.
Durante o fim de semana, foram surgindo algumas notícias mais ou menos surreais ligadas a esta história. A mais fantástica de todas, foi um jornalista ter confessado perante o país que foi ele que alertou Joaquim Teixeira para o facto de que tinha confirmado junto de fontes ligadas ao banco onde supostamente o Sérgio Silva tinha conta, que não havia dinheiro nem transferências no nome deste senhor, nem de nenhuma empresa a que ele pertencesse. Fantástico!!! Fiquei a saber que qualquer jornalista, tem acesso a dados supostamente ao abrigo de sigilio bancário, bastando que para tal, ligue para um amigo que trabalha no banco... Portugal, português!
Mas adiante! No fim de semana, surgiram as clássicas entrevistas a "familiares e vizinhos" que, pois claro, se mostraram admirados com as notícias. Ainda estou para ver o dia em que uma notícia deste calibre surge e que os "familiares e vizinhos" aparecem perante as camaras da televisão a dizer: "Sim senhor! É um bandido da pior espécie e só me admira só agora o terem apanhado!" ou "Um patife, ainda pior que o Luís Filipe Vieira!".
Destes, o que mais me chamou a atenção foi o antigo patrão do Sérgio Silva, que até há 5 anos atrás trabalharam juntos, pasme-se em pintura na construção civil! Perante isto, não era de se ter perguntado aos "familiares e vizinhos", onde é que o Tio Patinhas do andaime tinha ido arranjar fortuna que lhe permitissem enterrar 38 milhões de euros no Boavista?

Finalistas nos estaduais - Brasil


(apenas os principais)
Catarinense (Sta. Catarina):

Criciuma vs Figueirense

Gaúcho (Rio Grande do Sul):

Internacional vs Juventude

Mineiro (Minas Gerais):

Atlético Mineiro vs Cruzeiro

Paranaense (Paraná):

Coritiba vs Atlético Paranaense

Paulista (São Paulo):

Ponte Preta vs Palmeiras

Carioca (Rio de Janeiro):

Flamengo vs Botafogo

De volta ao normal!

Após a euforia o Sporting perde 4-1 contra o Ultimo da Liga.

E aqui fica a minha indignação e a minha Vergonha!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Banho de sportinguismo

Desculpem lá lampionagem, mas hoje merecemos...
Krassimir (cabela chapelada ao preud'homme), Jardel, o velho manel, juskowiak, Liedson, Sá leão, Pinigol... que bela compilação!


quinta-feira, 17 de abril de 2008

O Benfica está a morrer?

Pinto da Costa viu «Benfica na morgue» e melhorou
15 04 2008
O presidente do FC Porto negou as notícias avançadas ao longo da tarde (nota:de 15 Abril,esta 3ª-feira), que davam conta do seu internamento na urgência do Hospital da Luz, com suspeita de um enfarte, aproveitando para dar mais uma "alfinetada" nos rivais da Luz.
O desmentido à notícia avançada pelo site do Expresso surgiu através de um comunicado da assessoria de Pinto da Costa, onde se podia ler que essa notícia é «falsa e absolutamente infundada», acrescentando que o presidente da SAD portista «está bem».
De acordo com o site do Expresso, o presidente do FC Porto ter-se-à sentido mal e foi levado até ao Hospital da Luz, com suspeita de estar a sofrer um ataque cardíaco, tendo posteriormente saído do hospital.
No entanto, em declarações ao semanário SOL, Pinto da Costa reagiu de forma irónica e incisiva. «Estava a caminho das urgências, quando passei pela morgue e vi que lá estava grande parte do Benfica. Aí, melhorei e vim embora», afirmou o presidente dos dragões ao semanário online.
O presidente portista acompanhava a equipa de futebol, que hoje (nota:15/04) joga em Setúbal, com o Vitória, uma das meias-finais da Taça de Portugal de futebol.

Dá me um beijinho Mikas, plz....

Mão cheia à antiga

Deixei passar 24 horas à espera que fosse postado o tradicional choro lampião, mas tal como a equipa, os adeptos andam resignados. Eu então vou tentar chorar por eles:
É um escândalo:
- Que o jogo não tivesse 5 minutos de paragem de quarto em quarto de hora, para o Quim conseguir voltar a respirar. Não viam que o homem estava cansado??
- Que o Luisão tivesse sido violentado 2 vezes pelo mesmo homem. Nos golos foi papado à antiga, e ainda levou a matar por trás duas vezes. 3 vermelhos por mostrar ao mesmo jogador.
- Que o Tonel, lá por estar a ser agarrado pelo Luisão, tenha tido a lata de o agarrar também na área. Sabendo que o Tonel é um armário e que o Luisão estava cansadinho, o penalty era inevitável.
- Que ainda haja quem ache que o Di María devia ter levado amarelo por ter chutado a bola para fora. Ele falhou o passe para que marcassem o fora-de-jogo mais rápido!
- Que o Rui Patrício tivesse uma entrada de tal forma violenta que só com a deslocação do ar fez voar o Di Mariiiiiiiia. Devia ser "radiado"!
- Que o Benfica, no único jogo nos últimos meses que tentou verdadeiramente ganhar, tenha sido expoliado;
- Que o Chalana, depois de no intervalo fazer passar bem a mensagem, tenha vindo no final dizer: "Não esperava, com a conversa que tivemos no balneário, perder este jogo." e que "os jogadores não queriam sofrer". "Tenho de falar com eles. Dou a cara por eles." Sim, Chalana, sabemos que para ti também foi sofrimento.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Obrigado Senhor!



Nao vou provocar nem humilhar.

Só digo uma coisa, o Benfica merecia esta merda!

Thank you Lord!

Parabéns ao adversário!

Uma equipa que sofre 5 golos daquela maneira não merece ir à final.
Uma equipa com um "treinador" que levou um banho táctico na 2.ª parte e depois vem-se queixar de penaltis não merece ir à final.
O Benfica não merece este presidente, este treinador e muitos dos seus jogadores.
E estes bandalhos não merecem que eu perca o meu tempo neste blog, ou em qualquer outro sitio, a defender o clube que eles, profissionais, não defendem.
Estou em greve e fico à espera que rolem cabeças.

Mais um jogo decisivo, mais do mesmo...


Tem sido uma constante esta época "venderem" os nossos jogadores nas vésperas dos jogos decisivos. Miguel Veloso e Liedson em especial...!!!

Cambada de pasquins!


Sporting

Nantes sonha com Liedson
O clube francês, que está em vias de ser promovido para o escalão principal do futebol gaulês, tem vindo a observar o goleador brasileiro Liedson, do Sporting.

De acordo com a imprensa gaulesa, o director desportivo do Nantes, Christian Lairèpe, terá estado inclusive na semana passada em Alvalade para assistir ao jogo frente ao Rangers, para a Taça UEFA. Resta saber da disponibilidade de Liedson em sair do Sporting para o Nantes, segundo classificado da segunda Liga francesa.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Papa dixit

Sobre a conquista do tricampeonato, Pinto da Costa declarou que «o momento chave foi quando Simão Sabrosa saiu do Benfica, já que representava 50 por cento do valor da equipa do Benfica em termos de pontos alcançados».

É um facto que o Simãozinho foi o abono de família do Benfica durante vários anos.
É um facto que a venda do meia-leca teve um retorno financeiro razoável, mas teve um impacto desportivo desastroso, uma vez que a sua saída não foi compensada com a entrada de um outro jogador do mesmo nível.
É uma forte possibilidade que se o Benfica tivesse mantido o pequeno transmontano, o pequeno italiano e o grego orelhudo, estaria a lutar pelo título com o F.C.Porto
É um facto que o único adversário que o Porto vê à frente é o Benfica.
Tem várias explicações (históricas, politicas e principalmente desportivas), mas vê-se por estas declarações e pelas comemorações labregas que as gentes do F.C.P. têm obsessão com o Benfica. O outros clubes são paisagem (ou armas para atingir o Benfica).

A noite do morto-vivo


É amanhã em Alvalade a partir das 20h30!

In Record:

Derlei constitui a grande surpresa na lista de convocados de Paulo Bento. O avançado, que esta semana começou a trabalhar integrado sem vigilância médica, é opção para a recepção ao Benfica.Izmailov e Gladstone também foram chamados à condição, apesar de hoje terem sido considerados inaptos para o treino.
Lista de convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício e Tiago.
Defesas: Pedro Silva, Tonel, Grimi, Gladstone e Abel.
Médios: Miguel Veloso, Adrien, Izmailov, Pereirinha, João Moutinho, Romagnoli, Celsinho e Vukcevic.
Avançados: Purovic, Derlei, Yannick, Tiuí e Liedson.

domingo, 13 de abril de 2008

No 4º escuro


E volvidas 26 jornadas, eis que o Benfas cai para trás do Sporting e para o 4º lugar. E, por coincidência, na mesma semana em que passam a estar os dois nas mesmas frentes (liga e taça).

Uma vez que os vermelhos também andam muito abatidos, não sendo previsível que venham a alongar-se sobre o assunto, retribuo "favores" antigos (ver post de Março "o 5º dos infernos") e tento imaginar algumas das queixas que irão nas suas cabecinhas nesta altura:

- É um escândalo que num ano em que o Petit fez tão poucos jogos, a licença de distribuição de frutinha que ele tão bem utiliza não tenha sido atribuída a outro jogador! Como é que o meio-campo do Benfica há-de conseguir ganhar sumpremacia sobre o adversário? O Bynia e o Katsouranis não são também jogadores do Benfas? Mas que raio...!

- É um escândalo que lá por o Simulão ter sido vendido, deixem de se inventar penalties e livres à entrada da área dos adversários quando a bola vai ter à mão dos defesas com braços, ou quando algum vermelhinho mergulha para a piscina. Afinal, há lá outros para marcar!

- É um escândalo não deixarem o Luisão usar uma das suas mais-valias: marcar golos de cabeça abalroando os guarda-redes adversários! Esse foi um dos factores desiquilibradores do ano do colo (por exemplo em jogos como o Nacional e Sporting) e provavelmente uma das razões pelas quais ele foi contratado... porque assim de repente (e vendo o jogo com a Académica) não me lembro de mais nenhuma.

- É um escândalo que o discurso desproporcionado e disparatado do LFV após o jogo do Bessa não tenha servido para pressionar o árbitro inventar pelo menos uns 2 penalties contra a Académica e para expulsar um ou dois jogadores da... Brioooooosaaaa!!!

- Ainda neste jogo, é um escândalo que tenham assinalado falta contra o Benfas à entrada da área! Porquê? Que raio de regra é essa!? Não se percebeu pela reacção da Cristina no 2º golo que os jogadores do Benfas não estão habituados a isso!? Que roubalheira...!

- Também é um escândalo que no Sporting-Leixões só tenham anulado mais um golo limpo ao Liedson! Grande lata! Numa jornada em que o Benfas enfarda 3 em casa, os lagartos deviam ser roubados em pelo menos 3 golos! E assim não saíam do 4º lugar! Pusessem lá o Paraty ou o Benquerença a ver se isto não tinha sido diferente...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Derby à antiga



Depois das vergonhas os vergonhosos encontram-se.
Qual deles vai ser o pior?

É já proxima 4ªfeira dia 16 Abril, a não perder!

A proposito aconselho-vos este site: http://www.footballderbies.com/
(nunca mais gozo com a desgraça alheia, nunca mais gozo com a desgraça alheia, nunca mais gozo com a desgraça alheia, nunca mais gozo com a desgraça alheia, nunca mais gozo com a desgraça alheia, nunca mais gozo com a desgraça alheia, nunca mais gozo com a desgraça alheia, nunca mais gozo com a desgraça alheia, nunca mais gozo com a desgraça alheia...)

Crueldade

Pois é. O melhor central em Portugal não jogou e o outro (actual) internacional brasileiro alinhou ao lado do Tonelada e quando tiveram que intervir (não) aconteceu.

O Sporting deu um banhito de bola e levou (duas) banhada(s) de uma equipa que não sabe nem ler nem escrever.

Ainda há pouco tempo estava o Sporting em quatro frentes tentando corrigir de alguma forma uma péssima época e agora acaba-a da pior maneira. Infelizmente já vimos este filme e não me apetece ver a sequela em que o actor principal também continua em acção.


Esperemos que a história (da recente à mais recente) não se repita para a meia-final da Taça porque não apetece dar banho de bola (algo garantido a não ser que a tradição da pior equipa do derby se traduza numa melhor exibição da mais fraca) e levar uma banhada de outra equipa sem saber ler nem escrever. Até porque o campeão do mundo já é baixa confirmada.




E se com esta dupla de centrais até o rival do Colombo é capaz de fazer estragos inadvertidamente, em lances oferecidos, o Leixões também o será.


Teme-se o pior até porque se tem saído das competições sendo superior no jogo e inferior no resultado. Será que se ficará só com a Supertaça?

2 esfregadelas removem a verborreia mais persistente

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O ABC do sistema

Desconheço a autoria deste texto, mas não queria deixar de o partilhar com os co-bloguistas.
É pena o autor se desacreditar a ele próprio com o facciosismo benfiquista que não conseguiu esconder… nomeadamente o caso do Benquerença no célebre lance do Baía na Luz, que sempre foi a bandeira (fraca, diga-se) dos benfiquistas no que toca a gamanço ou na anedota da letra U, em que se fala do ano do colo.


No entanto, histórias há aqui que já tinham caído no esquecimento e importa recordar. Outras que eram desconhecidas e fecham agora algumas peças do puzzle, solucionando, por fim, questões aparantemente sem explicação.
Leiam que vale a pena, para todos melhor perceberem melhor como tem funcionado o sistema que, apesar de toda a contra-informação lançada para o desacreditar, tanto foi denunciado pelo ex-presidente do Sporting, António Dias da Cunha.


VINTE ANOS DE MENTIRA DE A a Z
A justiça do título do F.C.Porto nesta época de 2007-08 é inatacável. Embora com dez golos irregulares ao longo da temporada - Sporting, U.Leiria (3), P.Ferreira (2), Boavista, Leixões e Belenenses (2) -, e cinco expulsões perdoadas (três delas a Bruno Alves em Matosinhos, Alvalade e Amadora, uma a Quaresma e outra a Lisandro nos Barreiros) - e pese embora os treze penáltis subtraídos ao Benfica e descritos em post anterior -, sendo portanto, respeitando a tradição, a equipa mais beneficiada da prova, tem que se dizer que o F.C.Porto foi também o melhor conjunto, e sobretudo que não teve culpa dos erros de gestão desportiva de águias e leões, que cedo se suicidaram neste campeonato. Sem interferências de arbitragem, possivelmente a festa não tinha ainda sido feita, mas, mais jornada menos jornada, a equipa de Jesualdo confirmaria o merecido título, até porque muitos dos lances referidos (embora nem todos) ocorreram em jogos em que os portistas acabaram por vencer folgadamente.
Isto contudo não apaga, nem pode branquear, todo o caminho percorrido pelos dragões até aqui, designadamente desde o momento em que Jorge Nuno Pinto da Costa assumiu o poder – do F.C.Porto, e do futebol português.
Desde os anos oitenta muitos foram os casos, muitas foram as suspeitas. Quando vieram a público as escutas do Apito Dourado quase ninguém foi apanhado de surpresa, pois toda a gente mais ou menos ligada ao futebol sabia o que se passava. Tratando-se de situações difíceis de comprovar, e conhecendo-se a rede de influências e interdependências ardilosamente construída ao longo de duas décadas, tornava-se (e torna-se) difícil ver a justiça chegar a bom porto, para mais conhecendo-se a sua dramática lentidão e ineficácia no nosso país.


No momento em que se vão julgar em tribunal um F.C.Porto-E.Amadora e um Beira Mar-F.C.Porto, disputados na melhor temporada de sempre dos dragões (com uma grande equipa e um grande treinador), é importante que se perceba que o problema não se esgota nesses dois episódios, nem eles serão certamente os mais relevantes de uma história repleta de mentira, corrupção e tráfico de influências. Pelo contrário, o que deve ser entendido das escutas – mesmo que o tribunal não o possa ou consiga fazer - é um panorama de subversão total e absoluta de uma lógica competitiva de isenção e transparência, que foi sendo utilizado para benefício de uns e prejuízo de outros, ao longo de muitas temporadas, e que valeu títulos, dinheiro, prestígio europeu, numa espiral que ainda hoje condiciona e subverte a hierarquia competitiva do futebol português.
É em nome da preservação dessa memória que este texto é publicado. É no fundo o repescar de um conjunto de episódios, factos e, nalguns casos, apenas rumores, que por si pouco poderiam representar, mas que em conjunto reflectem uma realidade à qual não podemos fugir, e a qual ninguém de bom senso deverá ignorar ou fingir que não existe ou existiu. Mesmo que, por questões processuais, a justiça acabe por não conseguir desempenhar o seu papel, a verdade não deverá ser esquecida nem branqueada, pois o que está em julgamento não é mais que a ponta de um iceberg, que explica tudo o que de estranho se passou ao longo de mais de vinte anos. É importante que nos lembremos, a cada momento, a cada fim-de-semana, a cada jogo, como é que o F.C.Porto se tornou na máquina de vitórias que hoje é, não desfazendo, obviamente, da qualidade e profissionalismo de muitos dos jogadores e técnicos que passaram pelo clube, e aos quais provavelmente até terá escapado muito do lixo arrecadado nas traseiras dos seus triunfos.
Fica pois aqui, de A a Z, a memória de duas décadas de mentira:

A de ACÁCIO – Pouca gente se lembrará deste nome. Trata-se de um guarda-redes brasileiro que passou com discrição pelo Tirsense e pelo Beira Mar, e que só depois de regressar ao Brasil tomou a liberdade de falar sobre a sua aventura europeia. Confessou então que recebera pressões e propostas diversas para facilitar uma vitória do F.C.Porto em Aveiro, que valia (e valeu) o título nacional de 1993. O caso foi pouco falado, vivia-se ainda um clima de medo pré-Apito Dourado. Mas a recordação das suas declarações e desse campeonato permanecem bem vivas no meu espírito. Só não sei se foi nessa ocasião que, também em Aveiro, o jornalista Carlos Pinhão foi barbaramente agredido por elementos ligados ao F.C.Porto.
Uns anos antes havia sido o belga Cadorin, avançado do Portimonense, a acusar o empresário Luciano D’Onófrio de lhe prometer um bom contrato (em Portugal ou no estrangeiro), caso fizesse um penálti nos primeiros minutos de um Portimonense-F.C.Porto (“depois jogas normalmente”, ter-lhe-á dito). Com a saída do belga do futebol português, o caso acabou por morrer.

B de BENQUERENÇA – Olegário Benquerença protagonizou duas das mais escandalosas actuações da arbitragem portuguesa dos últimos anos. Na Luz, em Outubro de 2004, dois meses antes da detenção de Pinto da Costa, o árbitro leiriense e o seu assistente Luís Tavares foram os únicos que não viram (mais alguns que não quiseram ver…) uma bola rematada por Petit ser retirada de dentro da baliza portista por um desesperado Vítor Baía. No mesmo jogo já havia feito vista grossa a uma claríssima grande penalidade de Seitaridis sobre Karadas (que daria expulsão do grego no início da segunda parte), e mostrado um vermelho injusto a Nuno Gomes, que havia sido barbaramente agredido por Pepe. Um ano depois, em jogo da Taça de Portugal, foi o Sporting a vítima deste benemérito portista de longa data. Com mais uma exibição de “luxo”, Benquerença colocou os leões fora da Taça, poupando penáltis, e expulsando jogadores até achar necessário. Já antes de 2004 era um árbitro polémico, com arbitragens invariavelmente favoráveis aos portistas. Talvez por isso viu as portas de uma carreira internacional de sucesso serem-lhe escancaradas e, não se sabe bem como, poderá até estar no Euro 2008.

C de CALHEIROS – Os irmãos Calheiros – quem não se recorda dos gémeos e barbudos fiscais de linha, ladeando Carlos, o irmão mais velho – foram umas das muitas figuras sinistras da arbitragem portuguesa da década de noventa. Recordo particularmente um inacreditável penalti assinalado nas Antas por suposta falta de Mozer no empate 3-3 de 1993-94, bem como um jogo em Aveiro, na época anterior, concretamente na tarde soalheira de 16-5-1993, em que expulsou Yuran e Pacheco por supostas palavras, possibilitando a vitória ao Beira Mar, e dando o título ao F.C.Porto - que à mesma hora via um tal de Marques da Silva, do Funchal, expulsar estranhamente dois jogadores do Desp. Chaves e assinalar um penálti escandaloso que lhe permitiu virar o marcador para de 0-1 para 2-1 na difícil visita a Trás-os-Montes, quando águias e dragões seguiam, a três jornadas do fim, empatados em pontos. Mais do que essa e outras actuações, sempre em benefício dos mesmos, este trio ficou famoso pela célebre viagem ao Brasil, feita através da agência de Joaquim Oliveira, e paga pelo F.C.Porto. A investigação deste caso nunca foi devidamente feita. Com a PJ do Porto e o próprio MP aparentemente alinhados com o sistema, foi difícil durante muitos anos (e continua a sê-lo) avançar pelos caminhos da verdade.
Ao pé destes meninos, Calabote era possivelmente apenas um ingénuo aprendiz – e diga-se que o suposto e empolado caso Calabote, nos anos cinquenta, redundou apenas num título para o…F.C.Porto.

D de DUDA – Foi um dos meus primeiros contactos com a suja realidade do futebol português das últimas décadas. Jogava-se, já em plena segunda volta, a liderança do campeonato numa tarde chuvosa na Luz – foi este o célebre jogo em que Toni saiu a chorar por ter involuntariamente partido a perna de Marco Aurélio. O Benfica vencia por 1-0 desde os primeiros minutos com um golo de João Alves, mas já na ponta final do desafio, em recarga a um livre defendido por Bento, o brasileiro Duda em claríssimo fora de jogo, empatou a partida. O F.C.Porto de Pedroto, e já com Pinto da Costa no departamento de futebol, seria campeão.
No ano antes o F.C.Porto tinha alcançado o título através de um livre duvidoso à entrada da área, que lhe possibilitou o empate (1-1) frente ao Benfica nos últimos minutos de um jogo nas Antas em que estivera em desvantagem desde o terceiro minuto, com um auto-golo de Simões, e em que vira a barra devolver uma bola cabeceada por Humberto Coelho.Era o início de uma longa e podre história.

E de EXPULSÕES – A dualidade de critérios nos jogos do F.C.Porto foi desde os anos setenta uma constante. Todo o anti-jogo lhes foi sempre permitido (recordo por exemplo os empates a zero na Luz em 1989, 1990 e 1993), as agressões de Frasco, Fernando Couto, Paulinho Santos e Jorge Costa raramente foram punidas – este último quando se sentia pressionado atirava-se para o chão e punha assim fim aos lances -, mas aquilo que talvez tenha sido o emblema desta realidade foram as sistemáticas expulsões de jogadores encarnados sempre que jogavam frente aos portistas. Nos últimos vinte anos foram mostrados 23 (!!!) cartões vermelhos a jogadores do Benfica em clássicos com o F.C.Porto para todas as competições. A saber, e por ordem alfabética: Abel Xavier 94-95, Dimas 94-95, Eder 02-03, Escalona 99-00, Hélder 94-95, Isaías 91-92, João Pinto 94-95, 97-98 e 98-99, Miguel 02-03, Mozer 92-93, Nuno Gomes 04-05, Nelo 94-95, Pacheco 88-89, Ricardo Rocha 02-03 e 03-04, Ricardo Gomes 95-96, Rojas 99-00, Rui Bento 91-92, Tahar 96-97, Vítor Paneira 94-95, Veloso 87-88 e Yuran 92-93. Para se ter uma ideia da força deste número, digamos que nos oitenta anos de história anteriores (1907 a 1987) foram expulsos apenas 10 jogadores do Benfica em jogos com o F.C.Porto, ou seja, em apenas vinte anos foram expulsos mais do dobro do número de jogadores benfiquistas nestes clássicos do que haviam sido em toda a restante história do futebol português. Este tem sido um aspecto fulcral da perseguição ao Benfica e da protecção ao F.C.Porto, e que muitas vezes impediu outros resultados, nomeadamente a norte, qual terra sem lei, onde a maioria daquelas expulsões teve lugar. Por vezes foi também em vésperas de deslocações às Antas que as expulsões cirurgicamente ocorreram. Foi o caso de Preud’Homme, em 1995-96 e Miccoli no ano passado, curiosamente dois grandes jogadores que nunca haviam sido expulsos em Portugal, e nunca voltaram a sê-lo depois dessas ocasiões.
Também os penáltis marcados a favor do F.C.Porto e subtraídos ao Benfica foram uma constante nas deslocações às Antas (por exemplo 89-90, 92-93, 93-94 no primeiro caso; 91-92 no segundo). Mas até na Luz, em jogo decisivo para o título de 1991-92 isso aconteceu, com o marcador a ser aberto já a meio da segunda parte num lance fora da área entre Rui Bento e Rui Filipe, que valeu o primeiro golo portista e a expulsão do benfiquista. O F.C.Porto, a jogar contra dez, venceria por 2-3. O árbitro era Fortunato Azevedo, que já na primeira volta subtraíra uma grande penalidade ao Benfica e expulsara Isaías, em jogo que terminou empatado a zero.
Os golos anulados a Kandaurov em 1997-98, e Amaral em 1994-95, além do caso Benquerença em 2004-05, também são dignos de figurar neste negro registo de clara e inequívoca parcialidade. Sem falar nas célebres defesas de Vítor Baía fora da área, sem cartão nem punição.

F de FAMALICÃO – Foi um dos muitos escândalos da era Lourenço Pinto/Laureano Gonçalves (fim de oitentas princípio de noventas) – a pior de todas na arbitragem portuguesa. Com o campeonato de 1992-93 ao rubro, o F.C.Porto deslocou-se ao então difícil recinto do Famalicão. Quase seis minutos depois da hora o árbitro José Guimaro - mais tarde condenado por corrupção no caso Leça - arquitectou um absurdo penálti para dar a vitória ao F.C. Porto. João Pinto converteu e o F.C.Porto, com estas e outras (ver Acácio e lembrar o penálti de Rui Bento sobre Rui Filipe na Luz), alcançou um dos títulos mais nebulosos da história do futebol português.

G de GERALDÃO – O central brasileiro Geraldão, bem como o lateral esquerdo internacional Branco, eram especialistas na cobrança de livres directos. Como tal, as arbitragens mostravam-se extremamente zelosas sempre que algum jogador portista caía nas imediações da área (e eram muitos a fazê-lo de forma deliberada), assinalando de pronto livres que frequentemente acabavam em golos. O F.C.Porto do início da década de noventa venceu muitos jogos assim. Recordo um Benfica-F.C.Porto de 1990 em que foi assinalada perto de uma dezena de livres nas imediações da área encarnada, quase todos simulados. Por sorte, nesse dia Geraldão estava com a pontaria desafinada, e o resultado acabou em branco. Mas o título voou para norte…

H de HILÁRIO – Tal como Acácio e Cadorin, o agora guarda-redes do Chelsea foi outra das figuras sobre a qual se ouviram rumores de possível suborno ou pressão quando defendia, por empréstimo do F.C.Porto, as redes do Estrela da Amadora. Neste caso não foi o próprio a assumir, mas sim terceiros a acusar. Foi uma história que também acabou por morrer nos silêncios do medo. Nos últimos anos falou-se também de Rolando do Belenenses, eternamente apalavrado com os dragões.
Ao longo dos últimos tempos muitos têm sido também os jogadores emprestados pelo F.C.Porto a clubes da primeira divisão (situação que deveria ser proibida), conseguindo com isso atirar algum charme para cima dos seus dirigentes - sempre conveniente na hora das contratações - e simultaneamente amaciar adversários. Durante muitos anos os clubes da Associação de Futebol do Porto (Leça, Leixões, Tirsense, Penafiel, Varzim, Rio Ave, Salgueiros, Paços de Ferreira, etc) foram a este nível verdadeiros parceiros do F.C.Porto na sua rota rumo ao domínio, a bem ou a mal, do futebol português. Isso notava-se com clareza nos resultados e nas exibições. E de certo modo ainda nota, caso estejamos bem atentos.
Nesta mesma edição da liga, o F.C.Porto tem jogadores emprestados a Sp.Braga, Belenenses, Leixões, V.Guimarães, V.Setúbal, Académica e E.Amadora. Também U.Leiria e Marítimo têm tido relações privilegiadas com os dragões, sem contar a Liga de Honra, território quase todo submerso na rede de interdependências criada pelo F.C.Porto e seus próximos, ou não tivesse sido ela criada mesmo para esse efeito. O Alverca foi filial do Benfica (embora depois tenha servido para retirar jogadores como Deco da Luz e vender-lhe monos a preços de luxo), mas a satelização de clubes da primeira divisão tem sido ao longo dos anos uma das armas do F.C.Porto. Alguns clubes chegaram a receber quase meia equipa emprestada pelos dragões. Refira-se ainda que a quantidade de treinadores ex-jogadores portistas, conotados com o F.C.Porto e imbuídos da cultura do clube, orientando clubes da liga principal nos últimos anos, é extraordinariamente vasta: Carlos Carvalhal (que ainda na Taça da Liga festejou um golo virando-se para o banco encarnado e gritando f..d..p), Carlos Brito, Jaime Pacheco, Jorge Costa, Domingos Paciência, António Sousa, António Conceição, José Mota, Augusto Inácio, Eurico Gomes, Octávio Machado, António Oliveira, Rodolfo Reis, Paulo Alves, José Alberto Costa, para referir apenas os que me vêm no imediato à memória. Se em muitos destes casos seria injusto especular acerca do menor empenho das equipas, percebeu-se quase sempre, nas flash-inteviews, um pudor extremo em falar de arbitragens nos jogos contra os dragões, e uma fúria incontida caso os supostos prejuízos se dessem com outros clubes, designadamente o Benfica.

I de ISIDORO RODRIGUES – Este árbitro viseense foi um verdadeiro Benquerença da década de noventa. Muitos foram os jogos em que beneficiou o “seu” F.C.Porto, e sobretudo aqueles em que prejudicou o Benfica, por vezes sem sequer se preocupar com as aparências. Recordo com particularidade um Benfica-Boavista (1995-96) em que Isidoro virou o resultado quase sozinho, expulsando três jogadores do Benfica (entre os quais João Pinto), assinalando um penálti fantasma e validando um golo em fora-de-jogo; bem como um Varzim-Benfica para a primeira jornada de 2001-02, em que o árbitro só apitou para o final do jogo quando o Varzim chegou ao empate, nove (!!) minutos depois da hora, e já depois de ter expulsado os benfiquistas Cabral e Porfírio, e marcado o penáltizinho da ordem, começando a liquidar desde logo as aspirações benfiquistas numa época em que muito apostavam (contratações de Simão, Drulovic, Zahovic, Mantorras etc).

J de JOÃO ROSA – Estava-se em 1985-86 e o campeonato seguia animado com a luta Benfica-F.C.Porto na frente da tabela. Este árbitro eborense foi nomeado para um Salgueiros-Benfica, no qual acabou por só não meter a bola dentro da baliza dos da Luz com as suas próprias mãos. De resto fez tudo para o Benfica perder pontos, acabando por “conseguir” um empate a um golo. O sistema estava a atingir o auge dos seus tempos mais tenebrosos.
Outro Rosa, mas este Santos (embora apenas de nome…), foi também figura de proa do sistema que construiu a hierarquia do futebol português que hoje temos. Uma vez em Loulé, permitiu a marcação de um livre sem ter apitado nem os jogadores algarvios terem formado barreira. Esse lance valeu uma eliminatória da taça para o F.C.Porto. Hoje continua a fazer alguns favores aos dragões, comentando arbitragem no jornal “O Jogo”.

K de KANDAUROV – Seria necessário muita pesquisa ou imaginação para encontrar na história do desporto-rei um golo anulado tão limpo como o que este médio ucraniano marcou no Estádio das Antas em 1997-98, num jogo que poderia dar novo rumo a esse campeonato. O F.C.Porto venceu por 2-0, golos de Artur, depois de ser dominado na maior parte do tempo, fruto de uma grande exibição de Poborsky, que se estreava de águia ao peito. Uma arbitragem ultra-tendenciosa de António Costa não permitiu a vitória encarnada.
Outro golo limpo anulado igualmente célebre foi na Supertaça de 1994-95, também nas Antas (onde, assim, era naturalmente difícil marcar), ao extremo campeão de Riad, Amaral. Sem falar em Benquerença.

L de LOURENÇO PINTO –O advogado de Valentim Loureiro no início do caso Apito Dourado, o homem que avisou Pinto da Costa das buscas a sua casa e lhe permitiu a fuga, foi, por surreal que pareça, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF no início dos anos noventa, por indicação, claro, da Associação de Futebol do Porto, presidida por o recentemente falecido Adriano Pinto, e que sendo maioritária, pôde sempre optar por manter na sua “posse” aquele “precioso” conselho, em detrimento até mesmo da própria presidência da FPF (que deixava para Lisboa, mas só tratava da selecção nacional). Os seus tempos foram dos piores da história da arbitragem portuguesa, e valeram vários títulos ao F.C.Porto, que tão bem protegido nem precisava de jogar muito para vencer. Com equipas onde pontificavam Vlk, Bandeirinha, Tozé, Paulinho César, Kiki, Raudnei, Barriga ou António Carlos, conseguiu vencer campeonatos ao Benfica de Paulo Sousa, Rui Costa, João Pinto, Vítor Paneira, Futre, Mozer etc. Lourenço Pinto foi pois um verdadeiro Maradona no campeonato português. Laureano Gonçalves e Fernando Marques seguir-lhe-iam o exemplo. Sobre Pinto de Sousa não é necessário acrescentar mais nada aquilo que tem sido veiculado no âmbito do Apito Dourado.
O caso Francisco Silva – que se terá autonomizado do sistema, depois de ser um dos seus principais interpretes – é algo que merecia ser melhor estudado e investigado, e no qual talvez se encontrassem algumas das origens de todo este tenebroso caminho. O juiz algarvio foi “tramado” por Lourenço Pinto, certamente por saber demais, vendo-se irradiado. Recorde-se que foi apanhado com um cheque na mão no balneário em Penafiel.

M de MAIA – Quando vejo toda a polémica em torno do Estoril-Benfica de 2005, disputado no Algarve, e me lembro da quantidade de jogos que o F.C.Porto disputou fora de casa na…Maia, até me dá vontade de rir. Com o pretexto das transmissões televisivas – negociadas pela Olivedesportos – o Estádio Municipal da Maia, um bocadinho mais perto das Antas que o Algarve da Luz, serviu para diversas equipas “receberem” o F.C.Porto. Os resultados eram óbvios, e suponho que os portistas nunca tenham perdido um ponto que fosse nessas “deslocações”. Com Damásio na presidência do Benfica, estes eram aspectos que passavam totalmente em claro. Pinto da Costa e o F.C.Porto agradeciam. Foram os anos do “penta”.

N de NORTE – O povo do norte tem sangue na guelra. Para o melhor o para o pior. Nas Antas, por exemplo, não eram só os jogadores e os árbitros que tinham de enfrentar a pressão de figuras como o Guarda Abel (que exibia armas em pleno túnel de acesso aos balneários), ou os simpáticos “Super Dragões”. Também os jornalistas sofreram na pele sempre que revelaram a coragem de afrontar o super-poder tentacular e mafioso que por ali reinava. Lembro-me de um célebre F.C.Porto-Nacional, em que foram os próprios repórteres televisivos a serem objecto da fúria dos adeptos, sem que ninguém lhes tivesse valido, qual território sem lei, qual fanatismo elevado à potência máxima.
Fala-se também aqui da agressão a Carlos Pinhão, das ameaças de morte a João Santos e Gaspar Ramos, podia-se falar das agressões a Marinho Neves, a Ricardo Bexiga, a Rui Santos e a muitos outros anónimos que, como inclusivamente eu próprio, já foram objecto de ameaças várias.
Noutras modalidades, esta pressão intimidatória tem sido e continua a ser uma das armas dos dragões que, ao contrário do que se passa em Lisboa, contam com forças policiais domesticadas (para além do MP, da PJ, também a PSP lá parece funcionar de forma diferente). No Hóquei em Patins já caíram petardos na cabeça de jogadores do Benfica, sem que tivesse acontecido nada. No Basquetebol ainda no ano passado houve distúrbios que passaram impunes.
O ódio a Lisboa foi sempre uma matriz de Pinto da Costa e do seu F.C.Porto, mistificando o facto de haver muitos benfiquistas no norte, e o Benfica não ser, longe disso, representativo exclusivo da capital portuguesa, onde existem dois clubes grandes. Na verdade, esse ódio – de consequências por apurar na coesão do nosso pequeno país – não foi mais que um instrumento de aglutinação de tropas e manutenção e endeusamento de um poder com laivos fascizantes quanto ao seu fanatismo. Isto virou-se sempre contra a selecção nacional, a qual foi amplamente penalizada pelo desprezo e/ou instrumentalização de que foi alvo. Até chegar Scolari…

O de OLIVEIRAS – Juntamente com o irmão António, Joaquim Oliveira foi elemento determinante na consolidação do poder portista. Ainda hoje o clube da Luz tem as suas transmissões televisivas extremamente sub-avaliadas, face à popularidade e audiências de que desfruta. Faz-me alguma confusão Joaquim Oliveira ser accionista de referência da SAD benfiquista, e ninguém se preocupar com isso.
Já o irmão António (o do caso Paula, dos carimbos falsificados no caso N’Dinga, e das polémicas do Coreia-Japão), ex jogador e treinador do clube portista, protagonizou em 1992 um episódio curioso e revelador. Treinava o Gil Vicente e na primeira volta, nas Antas, fez entrar um tal de Remko Boere a um minuto do fim com o resultado em branco. Esse jogador, que quase nunca havia jogado na equipa, nesse minuto apenas, fez um penálti caricato e recebeu ordem de expulsão. O F.C.Porto venceu 1-0. Na segunda volta, em Barcelos, com o F.C.Porto já campeão, o Gil venceu por 2-1 e salvou-se da descida à segunda divisão. Tudo em família portanto…

P de PROSTITUTAS – Já muito antes de rebentar o Apito Dourado se ouvia falar de orgias de prostitutas com árbitros. Até na segunda divisão isso acontecia, e quem conheça pessoalmente alguém ligado à arbitragem facilmente perceberá do que estou a falar. Marinho Neves também já havia falado dessa realidade, muitos anos antes de António Araújo entrar no mundo do futebol, e de se ouvir falar em Apito Dourado.
O envolvimento com prostitutas é uma forma de pressão extremamente eficaz. Se por um lado premeia e vicia, por outro permite sempre chantagear, mantendo nas mãos, quais marionetas, quem por uma vez cai nessa rede, nomeadamente através de câmaras de filmar ocultas. Estando muitas das casas de alterne da zona do grande Porto ligadas a Reinaldo Teles, é fácil perceber a potencialidade deste esquema.

Q de QUINHENTINHOS – Por falar nele, Reinaldo Teles tem passado estranhamente pelo meio dos pingos da chuva do processo Apito Dourado. Mas foi ele que apareceu ligado ao célebre caso dos “quinhentinhos”, em finais dos anos noventa, numa conversa no âmbito do caso Guímaro, que nunca foi devidamente esclarecida. Outro dos casos que se perderam na impunidade com que toda esta temática se debateu ao longo dos anos. Sobre ele, há também quem diga que parte do dinheiro da venda de Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira foi para pagar dívidas suas no casino de Espinho. Mas isso são contas de outro rosário e pouco interessam ao caso.

R de RAÇA – A equipa do F.C.Porto sempre foi admirada pela sua raça, mas algumas foram as vozes que, à boca pequena, se referiram à natureza dessa “raça”. Luciano d’Onofrio, o bruxo “brasileirinho” e sobretudo o Dr.Domingos Gomes, talvez saibam mais do que a generalidade dos adeptos acerca da capacidade competitiva com que os jogadores do F.C.Porto sempre se apresentaram em campo, mesmo quando muitos deles não apresentavam os mesmos índices, nem pela selecção, nem quando saíam para outros clubes. O Dr. Domingos Gomes era, e é, um dos grandes especialistas europeus em (anti)dopagem, e os jogadores portistas tinham, nos anos noventa, fama de levar frascos dentro dos bolsos do roupão já cheios para o controlo anti-doping.

S de SPORTING – Sempre me pareceu incompreensível o posicionamento do Sporting em toda esta história. O clube de Alvalade sempre se queixou, e muito, mas nunca percebendo, ou não querendo perceber, onde estava realmente a origem do problema. Apenas Dias da Cunha pareceu a dado passo ter entendido tudo, mas acabou escorraçado da presidência do clube, muito fruto de um pacto que estabelecera com o Benfica a este propósito, e que foi muito mal aceite em Alvalade pelos ortodoxos da rivalidade lisboeta.
O Sporting, seus adeptos, e muitos dos seus dirigentes, na cegueira de uma fratricida rivalidade com o Benfica, sempre olharam de lado tudo o que se pudesse parecer com corrupção, mas não envolvesse o clube da Luz. Se o Apito Dourado tem atingido o Benfica, outro galo certamente cantaria, pois ferir o Benfica era tudo o que muitos sportinguistas mais quereriam, mesmo não tendo o clube da Luz vencido mais que um campeonato nos últimos catorze anos. Sendo com o Porto, pouco lhes parece interessar. Aliás, parece-me que cada vez mais as vitórias portistas vão sendo compartilhadas pelos leões – só pelo prazer de ver o odiado Benfica perder -, bastando ver o que se passou e Lisboa nas comemorações do tri.
Compreende-se de algum modo a questão emocional, mas esta postura não encerra qualquer tipo de racionalidade, acabando por ser responsável, por omissão, por muito do que tem sido o futebol português. Exemplo disto foi a época 2004-05, em que com Pinto da Costa no banco dos réus, o Sporting e as suas vozes, ao invés de aproveitarem a ocasião para, juntamente com o Benfica, varrerem de vez toda a porcaria do futebol português, viraram agulhas para um rol de acusações ao Benfica, a Vieira e a Veiga, que acabou por beneficiar objectivamente o F.C.Porto, num momento em que este estava verdadeiramente de gatas, e em risco de tão depressa se não levantar. Resultado: o Benfica foi à mesma campeão, e o F.C.Porto reergueu-se, conquistando este tri, não sobrando nada para Alvalade.
Os sportinguistas deveriam reflectir sobre isto: Em 1982 o Sporting era claramente o segundo maior clube português, agora é claramente o terceiro…

T de TÍTULOS – Se o título de 2003-04, com Mourinho, foi de justiça indiscutível, mau grado as investigações terem incidido sobre essa época, outros houve em que as coisas não foram assim tão cristalinas. 85-86, 89-90, 91-92 e 92-93 foram temporadas em que a verdade desportiva foi completamente adulterada, e em que o campeão deveria ter sido, tem que se dizer, o Benfica. No final dos anos 90, já com o poder sedimentado, e fruto da desorganização interna do Benfica, a facilidade com que o F.C.Porto chegou ao penta não permite afirmar que, sem sistema, não fosse igualmente campeão. Mas a embalagem já era grande. Neste século as coisas melhoraram ligeiramente. Ainda assim, as épocas de 2001-02 e 2002-03, talvez por haver um maior temor do Benfica pós-Vale e Azevedo, foram épocas de mentira Lembram-se do Benfica-Sporting 2-2 apitado por Duarte Gomes (o afilhado de Guilherme Aguiar, então director executivo da Liga), ou do Boavista-Benfica 1-0 da semana seguinte apitado por Pedro Proença, em que Simão foi abalroado dentro da área sem que nada acontecesse ?.
A estratégia foi nesta fase sempre a mesma: beneficiar o F.C.Porto e prejudicar o Benfica nas primeiras dez jornadas (em que com menos dramatismo as coisas passavam melhor…), ganhar vantagem, e assim desmobilizar adversários e galvanizar acólitos.

U de ÚLTIMOS TEMPOS – A partir de 2004, fruto das vicissitudes do Apito Dourado, a situação melhorou consideravelmente. A incompetência dos árbitros naturalmente não desapareceu por magia, mas passou a haver a sensação de errarem para todos os lados de forma menos discriminada. Contudo, na época de 2004-05, a pressão anti-benfiquista e a respectiva tentativa de condicionamento foi tanta que por pouco não tinha retirado o título aos encarnados, na época de Benquerença, da roubalheira de Penafiel (Pedro Proença não quis ver quatro grandes penalidades !!), do penalti por marcar em Coimbra sobre Sokota, do golo limpo anulado a Nuno Gomes frente ao Marítimo com o resultado em 3-3, do agarrão pelas costas a Nuno Gomes com o Belenenses, do golo sofrido directamente de livre indirecto contra o Nacional, do penálti fantasma marcado por Jorge Sousa em Guimarães num salto de Romeu com Luisão, do penálti sobre Geovanni em Setúbal não assinalado com o resultado ainda em branco, e por outro lado, nos jogos dos dragões, de uma expulsão surrealista de Juninho Petrolina num jogo contra o Belenenses, do golo de Fabiano nos Barreiros dois metros fora-de-jogo, do golo também off-side de McCarthy ao Penafiel em casa, do golo validado após falta de Jorge Costa sobre Ricardo no Porto-Sporting, das agressões impunes de McCarthy, Fabiano, Costinha e Jorge Costa, do penálti escamoteado a Lourenço no Restelo, do domínio com a mão de McCarthy no golo ao Rio Ave, etc etc.
Em 2006-07 o campeão podia ter sido o Sporting, não fosse o golo com a mão do Paços de Ferreira em Alvalade, e em 2007-08, caso os seis pontos tivessem sido retirados em tempo útil aos portistas, o campeonato poderia ter sido outro. Isto no pressuposto que o clube de Pinto da Costa não tinha descido à segunda divisão na época 2005-06, como teria acontecido se estivéssemos em Itália, França, Espanha, Alemanha ou Inglaterra, e a nossa justiça não tivesse um “quê” de tanzaniana.
Destaque nestas últimas épocas para as arbitragens do portuense Paulo Costa. Uma na Amadora há dois anos, e uma na Luz recentemente com o Leixões, em que ficou demonstrado existirem ainda resquícios de um tempo que se julgava já passado. Lucílio Baptista nos dois últimos domingos também mostrou algum zelo em deixar essa ideia bem vincada.

V de VERY-LIGHT – O termo entrou na história na sequência da final da Taça de 1995-96, em que um irresponsável qualquer atirou um para a bancada oposta matando um adepto do Sporting. Sem a mesma gravidade humana, mas com influência desportiva acrescida, houve um caso nas Antas (pois claro), pouco tempo depois, que raia o surrealismo. No momento da marcação de um penálti contra o Farense, com o resultado a zero, cai um very-light sobre a cabeça do guarda-redes nigeriano Peter Rufai. Com ele total e naturalmente desconcentrado, Jardel atirou para o fundo da baliza e o árbitro validou inacreditavelmente o golo, perante os protestos dos atónitos jogadores algarvios. Este caso simboliza o motivo porque técnicos estrangeiros respeitados como Camacho, Koeman ou Trapattoni, sempre disseram ser o F.C.Porto muito “respeitado” nos estádios portugueses.
Nas Antas aliás passava-se de tudo. Em 1991 no jogo decisivo para o título, os jogadores do Benfica foram obrigados a equipar-se nos corredores, pois o balneário tinha sido empestado de um estranho cheiro tóxico. Nesse dia o presidente João Santos e Gaspar Ramos foram ameaçados de morte pelo guarda-Abel, e a comitiva benfiquista foi apedrejada logo desde a saída do hotel, o que aliás era comum sempre que se deslocava ao Porto – ao contrário, diga-se, do que acontece em Lisboa, onde os jogadores do F.C.Porto se passeiam a pé livremente nas imediações do hotel Altis onde costumam pernoitar.

X de XISTRA – É um dos artistas da nova vaga. Nas últimas épocas realizou na Luz uma das arbitragens mais escandalosas de que me lembro ultimamente, em jogo do Benfica frente ao Beira Mar no qual expulsou de forma alarve Miccoli, impedindo-o de jogar no Estádio do Dragão na jornada seguinte. Na época anterior viu e assinalou de forma anedótica um penálti a favor do F.C.Porto, quando um jogador do Marítimo cortou com a cabeça uma bola que ia para a baliza. O lance seria corrigido pelo árbitro auxiliar, mas mostrou bem porque é que Xistra começa por X.

Z de ZÉ PRATAS – Zé Pratas é da minha terra e é bom rapaz. Não creio que tenha estado alguma vez directa e decididamente ligado a corrupção, e talvez por isso nunca chegou a internacional. Chamo-o para aqui por me recordar de uma Supertaça disputada em Coimbra, na qual após assinalar um penálti, Fernando Couto correu metade do campo atrás dele, e ele sempre a recuar, a recuar, sem que sentisse força para tomar a atitude que se exigia: expulsar o irmão da actual directora executiva da Liga de Clubes.
Essa imagem, define bem o ambiente que se vivia no futebol português da altura. Como uma imagem vale mais que mil palavras (foto no início do post), essa espelhou bem o que era o medo e o poder. O medo terá entretanto desaparecido, mas o poder ainda prevalece. Até quando ?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

sábado, 5 de abril de 2008

Isto será dor de cotovelo


Ou é o meu reumático a avisar que amanhã chove?

... e diz que o clube do arguido pronunciado já é campeão. E já nem tem aqueles jogadores odiosos como já teve. Bom, pró ano é que é...

Parada de estrelas!

E não faltou um espacinho para o futebol português...


E porque o Sporting está a entrar num ciclo decisivo...


Lá tinha a imprensa de vir com a desestabilização do costume!

Porque raio não falam dos pretendentes do Lisandro, do Lucho, do Cardozo ou do Rodriguez!?

Não... os únicos jogadores que são cobiçados são o Liedson e o Veloso...

In A Bola


Sporting
Miguel Veloso reabre porta de Inglaterra
O olheiro do Glasgow Rangers que viu o jogo dos leões na Figueira da Foz, Ewan Chester, tinha referenciado João Moutinho e Liedson como jogadores mais influentes do Sporting. O observador não se enganou, mas parece que se distraiu com o terceiro elemento, mais concretamente Miguel Veloso.

ASF E a verdade é que em Ibrox Park, na noite da passada quinta-feira, o médio fez uma grande exibição e, nas bancadas, estavam representantes de 14 clubes ingleses. Depois de uma fase apagada, as portas da Premier League parecem reabrir-se para o número 24 leonino. Os jornais britânicos teceram rasgados elogios ao internacional português e enalteceram a sua importância na equipa leonina.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Contabilidade II

Este post serve para informar. Para informar aqueles que têm referido o facto do Sporting não ter ganho ao Setúbal este ano como algo de menoridade, apenas com referência à contabilidade de resultados. Pois bem, estes senhores não devem ter visto os jogos entre estas equipas.


Final da Taça da Liga


O último jogo entre estas 2 equipas (numa competição onde o Benfica já tinha sido arredado precisamente contra o Setúbal, com uma derrota e um empate, portanto igualmente sem ganhar contra a equipa sadina, assim como na liga onde o Benfica também ainda não ganhou ao Setúbal) foi a final da Taça da liga onde: 1) - o herói foi o guarda-redes sadino que defendeu 2 remates para golo durante os 90' e 3 penalties na decisão (apelidado de Eduardo Mãos de Tesouro e capa dos jornais) ; 2) - o primeiro remate (não, não foi à baliza, o total mesmo!?!) do Setúbal foi aos 50' e totalizaram apenas 2 remates sendo que 1 foi de livre (curiosamente ao poste, só faltava...); 3) - o Sporting falhou 3 penalties na lotaria; 4) - o jogo foi ganho precisamente na lotaria dos penalties.


Setúbal 1 - Sporting 0

Já na Superliga o jogo em Setúbal terminou numa derrota do Sporting por 1-0 (frango do Rui Patrício) num jogo onde o Sporting não só foi superior ao adversário mas onde Olegário Benquerença anulou (leia-se roubou) um golo ao Sporting logo no início.

Sporting 2 - Setúbal 2


Quanto ao jogo em Alvalade é de estranhar que alguns bloguistas que postam o lance infeliz de Stoikovic venham referir uma superioridade do Setúbal em relação ao Sporting com conhecimento de causa precisamente do contrário. Vejam o vídeo no post do "És sim senhor! ou pelo menos o mais cagão" para verem a única maneira do Sporting sofrer 2 golos em Alvalade e empatar.


Conclusão


Resumindo, o Setúbal não foi superior ao Sporting em nenhum dos encontros. Assim como não foi o Benfica (2 empates e com erros de arbitragem a favor), o Porto (um empate e uma derrota) e o Guimarães (derrota por 3-0 em Alvalade e vitória por 2-0 em Guimarães).


De qualquer maneira nem entendo esta comparação dos jogos entre os adversários directos. Se uma equipa numa liga ganhar os seus jogos merecidamente excepto contra uma determinada equipa não merece ficar à frente dessa equipa? É que segundo a lógica de alguns, o Benfica que na Liga não se superiorizou ao Sporting, Porto e Setúbal devia estar pelo menos em 4º.


Agora já tem referências para tomar a consciência dos bitaites, não é colega bloguista "Caneleiras de Cortiça - Ah e tal nunca ganharam contra o Setúbal"?


Fica aqui o melhor da final da Taça da Liga. E digo que se fosse o Sporting a ganhar a competição seria menosprezada, assim como foi o Setúbal, elevaram esse feito aos píncaros...



in http://www.ojogo.pt/:


"Leões só ganharam na contabilidade
ANA PROENÇA
Foi o Sporting que mais ataques fez, foi o Sporting que mais rematou à baliza, mas acabou por ser o Vitória de Setúbal a levantar o troféu na primeiríssima edição da Taça da Liga. Tudo o que possa ser dito sobre a estatística do jogo de ontem, no Estádio Algarve, de nada serve para a história desta final, ganha na "lotaria" das grandes penalidades.
Eduardo, o guarda-redes sadino, foi o grande herói da noite, ao defender três penáltis (de Polga, Liedson e Izmailov) e impedindo também, ao longo dos 90 minutos, dois golos do Sporting.
A equipa de Paulo Bento atacou, efectivamente, mais do que o Vitória, o que equivaleu a mais cruzamentos, a mais remates, e também a maior posse de bola. Apenas no campo disciplinar os leões estiveram significativamente piores dos que os sadinos: enquanto o Sporting cometeu 20 faltas, o Vitória ficou-se pela 12.
Durante a primeira parte do encontro, a formação de Carlos Carvalhal não rematou uma única vez à baliza, ao passo que o Sporting fê-lo por três vezes.
Enquanto no Sporting, cinco jogadores tentaram a sua sorte - João Moutinho (2), Liedson, Polga, Vukcevic e Romagnoli -; no Vitória, apenas Bruno Gama e Pitbull remataram à baliza, tendo este último colocado os adeptos sadinos com as mãos na cabeça ao atirar ao poste direito da baliza de Rui Patrício. De qualquer forma, de referir que, para uma final, se exigiam mais remates e, como consequência, mais espectáculo!
Curiosidades
2
Os mais rematadores
João Moutinho e Bruno Gama foram os mais rematadores, respectivamente, do Sporting e do Vitória. Ambos atiraram à baliza adversária por duas vezes, mas sem nunca conseguirem o desejado golo.
50
tiros tardios dos sadinos
O cronómetro apontava já os 50 minutos, quando o Vitória rematou pela primeira vez à baliza de Rui Patrício. Em contrapartida, o Sporting deu o seu primeiro tiro logo aos 14 minutos.
9
leões cruzaram mais
Foram nove os cruzamentos produzidos pelos jogadores leoninos, ainda assim muito poucos para o normal de uma partida de futebol. O Vitória ainda teve pior, com apenas quatro. "

O melhor clube português

Como alguns bloguistas vermelhos já têm dito por aqui, o Sporting está de facto a fazer uma má época. Talvez a pior de que me lembro desde que vejo futebol! Mas, como tem aqui frisado o bloguista fuinha da bola, a época do Benfas não está a ser melhor. E não é só o Fuinha da Bola que o diz. Também a IFFHS. E então vermelhinhos?

In "O Jogo"

Notícias na Hora

13:56 - Futebol - Sporting Sporting ultrapassou o Benfica no “ranking” da IFFHS
O Sporting ultrapassou o Benfica no “ranking” mensal da Federação de História e Estatística do Futebol (IFFHS), sendo agora o melhor clube português nesta classificação internacional. Os leões saltaram do 47º para o 36º posto, deixando para trás as águias, que desceram treze lugares, do 26º para o 39º. FC Porto e Setúbal também subiram na tabela da IFFHS, tendo os dragões passado da 56ª posição para a 45ª e os sadinos da 325 para a 321. Por seu lado, o Braga e o Leiria caíram vários lugares. Os arsenalistas passaram do 129º para o 144º, e o clube da cidade do Liz tombou do 283º para o 318º. O “ranking” da IFFHS é liderado pelo Chelsea, dos portugueses Hilário, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, seguido dos rivais do Manchester United, de Cristiano Ronaldo, Nani e Carlos Queiroz, que ultrapassaram AC Milan, terceiro colocado, e Sevilha, quarto.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Não há duas sem três


Era só para dizer que este senhor, que até há não muito tempo era director da SIC Comédia, acabou de ser nomeado para o lugar de Director do "Benfica TV", canal há muito anunciado e que agora é que é!
Parece-me bem!

Só um?!?!?



Dasse!!!! Com esta cara, a pergunta é onde é que ele vai fazer a cura durante esse mês?

Um estudo sério e a sério

Até tenho o "Diário Digital" em relativa boa conta, mas de vez em quando saem-se com umas destas:

Euro 2008: Portugal eliminado nos quartos-de-final
Um estudo revela que Portugal vai ser eliminado nos quartos-de-final do Euro 2008 pela República Checa, que vai ganhar o ceptro. Este estudo adivinhou o título mundial da Itália em 2006…
Segundo um modelo de previsão da empresa UBS Wealth Management Research, Portugal não vai resistir ao poderio da República Checa, com os checos a derrotarem na final a Itália.
Como base, o estudo reúne variáveis económicas e desportivas. A surpresa da prova será a Suíça, um dos países organizadores, que apenas vai ser eliminada nas meias-finais pelos… checos.


São de facto conclusões fantásticas as deste estudo!!! No entanto, aconselhava os senhores da USB Wealth Management Research a estudarem um pouco mais... as regras, por exemplo. É que não é por nada, mas Portugal, Suiça e Rep. Checa estão no mesmo grupo, o que impede que as três se qualifiquem para os quartos-de-final.

Dito isto não me parece grande feito, que este estudo tenha adivinhado o título da Itália em 2006! Eu também consigo fazer um estudo em que adivinho que a Grécia foi campeã da Europa em 2004, o Brasil campeão do mundo em 2002, etc...

Chupa Roma!



ciao Roma, ciao Itália.

Grazie Ronaldo, ti amo!
Pesquisa personalizada