sábado, 9 de outubro de 2010

Tentativa de ser o maior post(plagiado) da blogosfera


Já que os nossos clubes nos deram férias este fim de semana, fica aqui um bocado de história ou a tentativa de explicação da mesma.
Antes de passar à dita, quero dar a Caesar o que é dele ,neste caso ao site ZecaDiabo e ao seu postador Viceman, pela brilhante exposição dos factos. Um grande obrigado!
(eu sei que podia fazer o link do texto, mas quero que fique registado no Banco para mais fácil pesquisa aquando das nossas parvas discussões... sim esta era para ti MM/MH/HM/MHumberto)
Ora cá vai:



Um pouco de História
Salazar o Fascismo, Porto e Benfica, Mentiras dos nossos dias

Nos últimos tempos tem sido comum encontrar espalhada pela blogosfera uma redonda e persistente mentira, segundo a qual o Benfica seria um clube conotado com o antigo regime ou protegido pelo mesmo.

Em cerca de trinta anos de adepto de futebol nunca tinha ouvido tal coisa, e foi preciso aparecerem uns iluminados, fanatizados e instrumentalizados por um certo poder, para ver lançada no ar essa atoarda, como se se tratasse da mais cristalina das evidências.

A afirmação é tão absurda que não mereceria mais que o silêncio. Mas ainda assim, não gostaria de perder a oportunidade de deixar aqui algumas notas, para que os mais novos não se deixem enganar, e a partir das quais se pode ver o ridículo em que caem aqueles que, por fraqueza de espírito, ingenuidade ou ignorância, se deixam manipular e fanatizar por quem deles se serve e assim perpetua um poder bem mais absoluto do que devia, e para o qual a ética e a justiça estão, não na ponta da espingarda como diria Mao-Tse-Tung, mas sim numa qualquer comemoração triunfante na Alameda das Antas.

Vejamos:

1 – Será o menos importante, mas para começar, a cor vermelha diz bastante.

Salazar, que nem sequer gostava de futebol, nunca patrocinaria um clube com as cores da sua figadal inimiga União Soviética. A comunicação social até foi forçada a utilizar a palavra “encarnados” para descrever o Benfica, de modo a não conjugar “ vermelhos” com “vencedores”, o que poderia ser dramático para o regime. Ao contrário do Real Madrid – que usava cores queridas aos falangistas de Franco -, o Benfica usava as cores da revolta. Diria até que, por exemplo, o azul e o branco ficariam esteticamente bem melhor com toda a simbologia salazarista.

2 – O Estado Novo teve início em 1926 e começou a desintegrar-se em 1961 com as crises estudantis e a guerra colonial. Pois foi precisamente na fase decadente do antigo regime que o Benfica emergiu como força dominante do desporto português. Nos primeiros vinte e cinco campeonatos nacionais (entre 1934 e 1959, ou seja o período mais relevante do Salazarismo), a lista de vencedores é encabeçada pelo Sporting com 10 títulos, seguindo-se o Benfica com 9, o F.C.Porto com 5 e o Belenenses com 1. O Benfica tinha portanto vencido 36 % dos campeonatos – em 2008 tem 42%…

3 – O 25 de Abril foi, como todos sabem, em 1974. Pois nas três épocas seguintes o Benfica foi tricampeão! Nos vinte anos a seguir à revolução o clube da Luz, não parecendo sentir nada o fim da ditadura, venceu 10 campeonatos, 7 taças, e foi a 3 finais europeias. No mesmo período o F.C.Porto conquistou 8 campeonatos, 5 taças e foi a 2 finais europeias. O Sporting venceu 2 campeonatos e 2 taças. A crise benfiquista, e a consequente hegemonia portista, deu-se apenas devido às sucessivas má gestões de Jorge de Brito (neste caso mais de quem o acompanhava), e sobretudo, Manuel Damásio e Vale e Azevedo que, paralelamente a outros aspectos, abriram campo aos triunfos portistas das últimas décadas.

4 – Por falar em presidentes, o Benfica foi ao longo da sua história, e enquanto durou o regime anterior, quase sempre presidido por ilustres oposicionistas. Félix Bermudes foi perseguido pela PIDE, e no consolado de Tamagnini Barbosa o clube chegou a correr o risco de ser encerrado pelo governo por alegadamente estar tomado por “ conspiradores”. Um outro presidente (Júlio Ribeiro da Costa) teve mesmo de se demitir para que o clube não fosse mais penalizado pelo regime, dada a sua forte conotação política com a oposição. O Benfica chegou a ter um presidente operário (Manuel Afonso, também, naturalmente, oposicionista), e foi, de longe, o clube desportivo que mais problemas criou a Salazar, como de resto seria de esperar numa agremiação tão marcadamente popular desde a sua fundação.

5 – Os órgãos sociais do Benfica sempre foram eleitos democraticamente, o que por diversas vezes foi alvo do olhar recriminador da PIDE, que acompanhou os actos eleitorais e assembleias-gerais bem de perto. Durante muitos anos foi o Benfica a única das grandes instituições do país onde o poder era escolhido através de voto livre e democrático. Nem o Jornal do clube escapou à perseguição, sobretudo quando tinha à sua frente José Magalhães Godinho.

6 – Os poderes públicos apoiavam tanto os “encarnados” que em 1956 escolheram o Sporting – por convite – para participar na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus, apesar do campeão da época anterior ter sido o Benfica.

7 – O Estádio das Antas, construído com fortíssima ajuda do regime, e financiado por gente a ele ligada, foi inaugurado num dia 28 de Maio, data em que Gomes da Costa havia partido do norte em direcção a Lisboa para instalar a ditadura em Portugal, 26 anos antes. Curiosamente, o Benfica estragou a festa e venceu por … 2‑8!!

Pelo contrário, o Estádio da Luz foi construído (muitas vezes literalmente) pelos sócios do Benfica, sem recurso a quaisquer subsídios, e permitiu ao clube acabar com os sucessivos despejos a que foi sujeito e a que foi estoicamente resistindo. Curiosamente, o estádio que o Benfica utilizava antes tinha sido arrendado pelo Sporting (clube da aristocracia lisboeta), que então lhe chamava Estádio 28 de Maio. O Benfica não só fez questão de o inaugurar num dia 5 de Outubro, como lhe mudou o nome, designando-o apenas por “ Campo Grande”.

8 – No início dos anos quarenta, época dourada de Salazar, o F.C.Porto beneficiou da ajuda dos seus influentes homens do poder para, através de dois cirúrgicos alargamentos, evitar cair para a segunda divisão, após se ter classificado em terceiro lugar no seu campeonato regional, que na altura apurava as equipas (os dois primeiros) para a prova nacional. Mal se sabia que, décadas e décadas depois, seria novamente a sua influência a evitar a descida, agora por motivos bem diferentes, e bem mais nebulosos.

9 – Como referiu Manuel Alegre – insuspeito de salazarismo – os relatos dos jogos do Benfica, e as suas vitórias, eram motivo de grande regozijo entre os exilados políticos. O Benfica era mesmo, para alguns deles, o único motivo de orgulho no seu país.

10 – O Benfica foi campeão europeu com jogadores que faziam parte dos movimentos de libertação das colónias, como Santana e Coluna. Obviamente que Salazar não teve alternativa senão engolir o sapo e colar-se ao êxito do clube, aproveitando-se dele para efeitos políticos.

11 – Nas comemorações da vitória aliada na segunda guerra mundial, toleradas por Salazar apenas por receio de represálias dos vencedores – sobretudo a tradicional aliada Inglaterra – viram-se nas ruas bandeiras de França, dos Estados Unidos, de Inglaterra e…do Benfica, estas naturalmente substituindo as da URSS, e utilizadas por oposicionistas comunistas.

12 – O hino do Benfica (“Ser Benfiquista”) cantado por Luís Piçarra não é o original do clube. O primeiro hino, composto por Félix Bermudes, chamava-se “Avante Benfica” e foi silenciado pelo regime.

13 – O Estádio da Luz passou 17 anos, desde a sua fundação, sem ser utilizado pela selecção nacional. Só já nos anos setenta se disputou o primeiro jogo de Portugal num estádio benfiquista. Nunca se jogou a final da taça na Luz ou em qualquer outro estádio utilizado pelo Benfica, ao contrário do que aconteceu nas Antas, onde o F.C.Porto disputou (em casa) nada menos que três finais, antes e depois do 25 de Abril.

14 – O primeiro grande escândalo de arbitragem na história do futebol português valeu um título ao F.C.Porto. Estávamos em 1939, no auge da ditadura salazarista, e no jogo decisivo os “vermelhos” viram um golo anulado nos últimos instantes, que valeria a vitória e o título. Também a história Calabote (que foi irradiado) está mal contada – e em breve poderei falar dela -, e de resto redundou num outro título para o F.C.Porto, que aliás já na altura demonstrava uma propensão enorme para se envolver em questões desta natureza.

15 – Ao longo dos anos do regime ditatorial, as situações em que os poderes públicos e federativos prejudicaram o Benfica administrativamente sucederam-se. Uma das mais conhecidas foi a não autorização para adiar o jogo da Taça de Portugal frente ao V.Setúbal, marcado para o dia seguinte à final de Amesterdão em 1962. Mas houve outras, como a marcação da repetição de um jogo para três dias antes da tal jornada de Calabote, obrigando o Benfica a um desgaste adicional que lhe poderá ter custado o título.

16 – Nunca em tempo algum o Benfica teve um seu sócio, ou mesmo adepto, como presidente de organismos ligados à arbitragem do futebol. O F.C.Porto é o que se sabe, e o Sporting também não se pode queixar pois tem agora lá um “emblema de ouro”.

17 – O Benfica conquistou mais títulos nacionais nas modalidades extra-futebol em democracia (57), do que em ditadura (44). Ao contrário, por exemplo, do F.C.Porto, que à excepção do caso específico do hóquei em patins, tem mais títulos antes da revolução de Abril do que depois (25 antes -19 depois).

18 – O Benfica tem entre os seus adeptos gente de todos os estratos sociais e sectores políticos. Mas convenhamos que Á lvaro Cunhal, José Saramago, Xanana Gusmão, António Guterres, Jerónimo de Sousa, António Vitorino de Almeida, Artur Semedo, Manuel Alegre, Miguel Portas e muitas outras figuras da esquerda portuguesa, simpatize-se mais ou menos com elas, nunca seriam seguramente adeptos de um clube de algum modo relacionado com o regime fascista.

19 – É curioso que o Benfica, tendo adeptos espalhados pelo país e pelo mundo, tem maior expressividade precisamente nas zonas mais conhecidas pelo seu combate ao fascismo, ou seja Alentejo – onde a percentagem de benfiquistas é absolutamente esmagadora – e cintura industrial de Lisboa, nomeadamente a margem sul do Tejo. Pelo contrário, o F.C.Porto tem a grande maioria dos seus adeptos concentrados na região norte, pouco conhecida pelo combate democrático – pode ser injusto para muitos dizê-lo, mas a verdade é que a maioria dos agentes da PIDE eram nortenhos, e a maioria dos detidos eram provenientes justamente das zonas onde existe maior expressão do benfiquismo.

Nos anos quentes da reforma agrária, no pós-revolução, sei de pessoal das UCP’s alentejanas que se organizava em excursões para os jogos internacionais do Benfica.

20 – Seria interessante também fazer a contabilidade dos adeptos e sócios do Benfica nas ex-colónias. Como seria possível haver tantos benfiquistas, por exemplo, em Angola e Moçambique, se o clube tivesse alguma conotação com o regime que durante anos lhes negou a independência e lhes deu a guerra?

“O Benfica só ganhava por causa do Salazar!”

Neste últimos tempos, os adversários do Sport Lisboa e Benfica, designadamente os adeptos do FC Porto, têm recorrido a uma versão muito particular para explicar a riqueza do palmarés do Benfica, sobretudo no que diz respeito às épocas gloriosas dos anos 60 e 70. Segundo essas mesmas versões, os sucessivos títulos do SLB só foram conquistados à custa da protecção superior do regime anterior ao 25 de Abril; uma das expressões reiteradamente utilizadas é a de que, e passo a citar, “o Benfica só ganhava por causa do Salazar!”.

Este discurso não é novo, mas ressurgiu em força após a conquista do 31º título do historial do clube. O problema gerado pela difusão constante desta falsidade, como demonstraremos de seguida, é que de tantas vezes repetido, começa a parecer verdadeiro…

Aliás, nestas últimas semanas, não têm faltado as declarações de várias personalidades distintas, desde comentadores encartados a populares anónimos, repetindo a “cassete” ensaiada até à exaustão. Já todos sabemos que, nestas coisas do futebol, a fé clubística dita leis implacáveis: se ouvimos algo a favor do nosso clube é verdade, se a referência é desagradável, então deve ser mentira…

A única solução neste tipo de contextos é recuperar a verdade através do recurso aos factos, à realidade indesmentível dos dados estatísticos. Por outro lado, é igualmente possível e aconselhável analisar alguns aspectos concretos que desmentem claramente a tal história que muitos insistem em divulgar.

Em primeiro lugar, comecemos por uma constatação evidente: o Benfica venceu muitos campeonatos na década de 60, não por causa do regime, mas devido à espantosa qualidade da sua equipa de futebol. Um argumento basta para comprovar o facto: mesmo que em Portugal tivesse existido a tal protecção e o Benfica fosse campeão sem mérito, como explicar as duas Taças dos Campeões Europeus de 1961 e 62? Como explicar as 5 presenças em 8 anos na final da mesma competição (61, 62, 63, 65 e 68)? Não me parece que a influência do regime fosse tão poderosa que conseguisse manipular os resultados de dezenas de jogos disputados em vários estádios da Europa. Aliás, o valor e o prestígio da equipa foram inúmeras vezes reconhecidos internacionalmente, razão pela qual recebeu prémios que com inteira justiça recompensaram as magníficas carreiras dos jogadores dessas épocas memoráveis.

Um outro aspecto que é mencionado com frequência, está relacionado com a origem de vários jogadores que foram determinantes nas vitórias desses anos: refiro-me à presença numerosa de atletas oriundos das então colónias portuguesas. Esquecem os detractores que qualquer clube português dessa altura possuía jogadores africanos, sobretudo de Angola e Moçambique, pelo que o recurso a esses jogadores não era privilégio exclusivo do Benfica, como facilmente se pode comprovar ao consultar os plantéis dos clubes que disputaram esses campeonatos.

Outro elemento que é omnipresente na tal versão parcial e injusta dos factos, é pretender convencer os adeptos do futebol que o Benfica deixou de ganhar depois de ser instaurada a liberdade em Portugal. Isto é, querem passar a ideia que a partir de 25 de Abril de 1974, o Benfica abandonou a posição de liderança incontestável que possuía anteriormente. Nada mais falso, como veremos!

Se repararmos na lista dos vencedores do Campeonato Nacional da 1ª divisão, verificamos que entre 1974/75 e 1994/95, precisamente os 20 anos que se seguiram ao 25 de Abril, os campeões foram os seguintes:

◦1975 – Benfica
◦1976 – Benfica
◦1977 – Benfica
◦1978 – FC Porto
◦1979 – FC Porto
◦1980 – Sporting
◦1981 – Benfica
◦1982 – Sporting
◦1983 – Benfica
◦1984 – Benfica
◦1985 – FC Porto
◦1986 – FC Porto
◦1987 – Benfica
◦1988 – FC Porto
◦1989 – Benfica
◦1990 – FC Porto
◦1991 – Benfica
◦1992 – FC Porto
◦1993 – FC Porto
◦1994 – Benfica
◦1995 – FC Porto
Conclusão: nos 20 anos (21 campeonatos) subsequentes ao 25 de Abril, o Benfica conquistou 10 títulos, o FC Porto 9 e o Sporting 2. O Benfica tem praticamente tantos campeonatos como os dois principais opositores… Nada mau para uma equipa que acusam de ter “desaparecido do mapa” após a Revolução… É evidente que começa a notar-se uma preponderância do FC Porto, que começava a demonstrar cabalmente as suas virtudes em termos de organização, gestão e sobretudo construção de excelentes equipas de futebol. Convém ainda acrescentar que, neste período, o Benfica continuou a evidenciar a sua hegemonia conquistando 9 Taças de Portugal, algumas delas precisamente contra o seu rival FC Porto, tendo mesmo vencido o adversário em pleno Estádio das Antas em 1983…

Nesta altura, podemos legitimamente perguntar quais foram as causas reais e indiscutíveis que conduziram o Benfica a 11 penosos anos de jejum? Como demonstrámos nas linhas anteriores, os motivos não têm rigorosamente nada a ver com o anterior regime, com o 25 de Abril ou com qualquer outro acontecimento da nossa História recente.

As causas da decadência do Benfica foram claramente três, e manifestaram-se sobretudo a nível interno:

1. Sucessão de Presidentes e das respectivos equipas de gestão que foram empobrecendo o Benfica a vários níveis: o processo começou com Jorge de Brito, passou por Manuel Damásio e atingiu o auge (dramático) com Vale e Azevedo, que destruiu as principais características que o clube ainda possuía: bons jogadores, credibilidade interna e externa, gestão adequada às novas realidades desportivas e empresariais contemporâneas;

2. Confirmação do FC Porto como equipa de primeiro plano (tanto em termos nacionais como no plano internacional), fruto de uma elevada eficácia organizativa e de uma política acertada no que concerne a contratações de jogadores de qualidade;

3. Decréscimo acentuado da denominada “Mística Benfiquista”, que foi perdendo importância e influência devido ao número elevadíssimo de jogadores de qualidade duvidosa que passaram pela equipa, descaracterizando de forma acentuada o outrora poderoso e eficaz balneário do Benfica.

Veja-se, a título de exemplo, o que foi feito após a conquista do campeonato em 1994: a equipa foi desmantelada em poucas semanas, o treinador vitorioso (Toni) foi dispensado, e as mais-valias resultantes do título foram desbaratadas de um modo irresponsável e comprometedor, como aliás os 11 anos de jejum que se seguiram amplamente demonstram.

Conclusão: penso que estamos na altura de proceder a uma reposição cabal e abalizada dos factos respeitantes ao percurso do Benfica dos últimos 40 anos. Não foi o regime que recuperou de uma desvantagem de dois golos contra o todo-poderoso Real Madrid, e acabou por golear os madrilenos por 5-3 numa das melhores finais de sempre da Taça dos Campeões.

O Tri-Campeonato conquistado logo a seguir ao 25 de Abril (75,76 e 77) constituiu um sinal evidente que muitos fingiram ignorar: apesar das convulsões internas ditadas pelo conturbado período pós revolucionário, o Benfica continuou a demonstrar de forma clara e inequívoca que continuava a ser o grande baluarte do futebol português. Mais tarde, algumas decisões infelizes de certas personalidades que passaram pelo clube ocupando cargos para os quais não tinham qualquer competência, arrastaram o Benfica para um lamaçal de derrotas, recordes negativos e ausência de títulos.

Coloquei isto aqui não com o objectivo de criar confusões, mas sim com o objectivo de informar todos os que diziam: “o Benfica só ganhava por causa do Salazar!”.

Aqui fica a prova de que o Benfica não era o clube do regime e nunca foi beneficiado pelo mesmo. Bem pelo contrário foi inclusivamente perseguido! Ao contrário dos rivais que foram beneficiados pelo regime em vários aspectos:

- A ditadura ajudou o FC Porto a construir o já desaparecido Estádio das Antas, simbolicamente inaugurado a 28 de Maio de 1952, quase três anos após o início das obras (a 1ª pedra foi lançada em 1949).

- As ligações do FC Porto ao poder permitiram-lhe incrivelmente nas épocas de 1939/40 e 1941/42 conseguir 2 alargamentos dos nacionais para evitar descer à 2ª divisão.

- O clube mais próximo da ditadura sempre foi Sporting, pois era o clube que tinha simpatizantes com maior peso na sociedade da altura, e mais tarde (na época do Almirante Américo Tomás) também o Belenenses.

- A 16 de Dezembro de 1960, Eusébio chegou a Lisboa para jogar no Benfica, ficando cerca de uma semana fechado num hotel do Algarve sob vigia de Domingos Claudino, por se recear uma tentativa de rapto por parte do Sporting (clube fortemente apoiado pelo regime).

26 comentários:

Dartacão disse...

Será que alguem vai ler tudinho?

ana disse...

Eh pá, não me leves a mal, mas quando cheguei ao "nunca o benfica teve gente na arbitragem", parei e scrolei, scrolei, scrolei, até conseguir ver quem assinava. Às vezes, poupam-se minutos preciosos na vida. Desculpa lá, mas não me está a apetecer nada ler o teu escrito. Deixa-me adivinhar o fim... o esselbê ganhou sempre tudo por mérito próprio.
Posso passar já ao comentário: foste tu que escreveste isto tudo? ou é alguma compilação de copy/pastes? Não desanimes. O teu esforço será recompensado. Decerto haverá quem leia do princípio ao fim. Por mim, posso afiançar-te que um dia que esteja aborrecida, sem mais nada para fazer, e se me lembrar, venho cá e procuro o post para o ler. Nota que eu digo "afianço", não "prometo".

ana disse...

olha, agora que cliquei no publicar o seu comentário, reparei na palavra regime. se calhar fui injusta. ok, não apago o comentário anterior, mas o "afianço" passa a "prometo". Não o leio hoje, que não me apetece. Amanhã. Ou depois.

MM disse...

Juntando-me à Ana são já 2 Dartacão, mas seja como for agradeço-te o destaque. Devias era prestar um bocadinho mais de atenção porque se isso é para mim troca o Salazarismo por Nazismo e (recopia) refaz a coisa toda.
Ai essa (cegueira) confusão histórica ...

Ps: Vocês estão mesmo tocados não estão? O acusar dos toques chegou aos posts. Mais 4 mesinhos e está tudo a mudar de clube, para o Atlético ou coisa parecida. Tudo rola bem portanto ... melhoras Dartacão, as melhoras.

Dartacão disse...

Não percebeste, a parte para ti era mesmo das discussões parvas. E essa do nazismo é um otimo exemplo. Conotar o Benfica ao Nazismo, por causa de umas bandeirinhas usadas por uns meninos com intenção de chocar, é a mesma coisa que acusar os super-dragões de serem jogadores de golf só por andarem com uns milhares de bolas de golf nos bolsos.
Mas Fascismo, Salazarismo e Nazismo bem que se misturam na sua essencia.
E se te deres ao trabalho de ler o post percebes o porque da tua afirmação ser considerava parva.
Mas como diz o Ricardo...eu não percebo nada disto.

Repórter H disse...

Men, tens que misturar mais tabaco!

MM disse...

Certo Dartacão, tudo aquilo que entender. Mas olhe que não era discussão parva: a vergonhosa relação entre o Nazismo e o Benfica existe mesmo. Está (bem) fundamentada e explicada, lá para trás, algures. É triste eu sei, e por isso é que nos envergonha a todos, sem excepção. Fazer o quê ...

Anónimo disse...

Monte de Merda, se não leste, coisa que ninguém aqui acreditou, não vale a pena dares-te ao trabalho de comentar. Ainda por cima para vomitar a merda habitual. Só falta virares o disco e puxares os troféus de Melhor Cozinheiro de Sardinha com Pimento Assado.

Carrega Imbecil.

Anónimo disse...

http://4.bp.blogspot.com/_O8NEhbiXiI8/S1jKc5aWfrI/AAAAAAAAEOE/Ypgp89s191Y/s400/equipa-slb-taca1940.JPG

low desert puke disse...

"Ai essa (cegueira) confusão histórica ..."

Ângelo César Machado formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1924.

Foi membro do centro católico e ajudou a organizar a MILÍCIA LUSITANA, que deu origem à LEGIÃO PORTUGUESA.

Mais tarde entrou como dirigente para a LIGA NACIONAL 28 de MAIO.


Foi um dos braços intelectuais que levaram SALAZAR para a Presidência do Conselho, sobretudo através dos seus artigos no ‘Diário da Manhã’. 

(Um aparte, esta data 28 de Maio de 1926, a da revolução que levou Salazar ao poder, diz-te alguma coisa?!
Não?! Tenho então de te lembrar ou ensinar que foi, anos mais tarde, o dia de inauguração solene pelas FIGURAS DO ESTADO NOVO, do Estádio das das Antas, pago ao contrário do que diz a cartilha, pelo erário público …!!!).




Em 1938 tornou-se Presidente do clube regional, – assumidanente corrupto anos depois, no início do secúlo XXI – por essa altura era já Deputado pelo partido único, cargo que ocupou até 1945.


Para a história do futebol fica este senhor como o ‘responsável’ pela conquista do primeiro campeonato nacional organizado no nosso País.



No último jogo desse campeonato, o Benfica foi – a exemplo do actual momento – expoliado de um golo (só um …!) que lhe daria o título.
 

Foi também no consulado deste senhor que se fez o primeiro ALARGAMENTO num campeonato nacional.

 O clube regional não tinha conseguido o direito a participar no primeiro escalão do campeonato.



Voltando ao nazismo, MM. Os No Name Boys até contam com um individuo de raça africana como um dos seus fundadores. E podes acreditar, li no Twitter do Barbas.

ana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ana disse...

Eh pá, até aceito o que o senhor escreveu, que o esselbê não ganhava à conta do regime. Mas depois perde a razão quando dá a entender que o Sporting beneficiava de ter simpatizantes no poder. Eu não vivi nessa época, mas se o senhor diz que o esselbê ganhava na década de 60 à conta das grandes equipas que teve, o Sporting teve a sua década de ouro na de 50 à conta do mesmo factor. Essa história do convite está mais do que explicada. Na altura, a melhor equipa em Portugal era o Sporting, conhecida e reconhecida lá fora, tendo inclusivamente o Travassos sido o único jogador português convidado para integrar a selecção da Europa. É natural que no Benfica houvessem muitos adeptos contestatários do regime, como decerto nos outros clubes haveria. Esse pormenor de os comunistas terem usado a bandeira para substituir a da URSS não conhecia. Mas então quer dizer o quê? Que o Benfica era o clube dos comunistas? No regime não havia benfiquistas? Cada qual arremessa as pedras conforme lhe dá jeito. Terminar a prosa tentando associar a tentativa de rapto do Eusébio com o regime... Aliás, acerca do Eusébio nem deviam falar em raptos. Não foi o Sporting que se deslocou propositadamente a África para falar com a mãe de um jogador de uma filial do clube rival, sabendo que ele estava apalavrado. E essa história da tentativa de rapto, alguém que ma conte. Já tinha ouvido falar dela, mas nunca ouvi os pormenores. Dava um filme giro?

ana disse...

Ah, só mais uma coisinha. Decerto haverão sportinguistas que saibam de episódios passados na altura do regime que os façam associar o benfica ao regime. Eu não sei. Haja quem conte

Riga/V-1-Boy disse...

Ana

achas que vale a pena?

Não vale, é que para estes moss serem santos só lhes faltam as asas, as aureolas e a beatificação pelo Vaticano.

É que tem piada ler os posts com factos históricos deles, é que os outros são sempre os maus da fita, eles pelo contrário nunca na vida fizeram nenhuma trafulhice nem algo ilicito.

pronto ok só aquilo das prostitutas do Howard King, dos almoços ou jantares no restaurante o sapo em penafiel(ou por acaso o Veiga não era a estrutura do Benfica, tanto que mal o homem deixou de ser util e quis abrir a boca foi apelidade de trafulha e mentiroso);

o mesmo Veiga que enquanto estava no Benfica, era os maiores acionistas do Estoril ( sim para além do Estoril joga no Algarve, tivemos a historia do jogador do Estoril expulso na 1ª parte e a contratação desse grande craque chamado Carlitos).

Não estamos a falar do mesmo Vieira que enquanto presidente do Alverca festejou derrotas de Benfica nas antas ao lado de um tal pinto da costa.

Alias há 2 anos percebeu-se porque o Mantorras ainda está no Benfica: Supostamente custo ao benfica em 2001 se nao me engano 6 milhoes, então não é que há 2 anos o benfica pagou mais 2 milhoes pelo mantorras...Por 50% do passe. o curioso disto tudo foi que o proprio mantorras teve tudo acertado com o sporting, que a proposta até era melhor para o alverca, mas o padrinho vieira deviou-o( a ele e a parte do dinheiro já que a coisa está em tribunal) e dá jeito mante-lo na estutura devido ao dinheiro sujo de sangue de Angola que vai entrando.

Por isso para quem tem tantos telhados de vidro, voces atiram muitas pedras.

PS: será que o vieira vai ter balls, para se baldar à taça da liga? e para voltar para tras se forem apredejados?( não se esqueçam +e de contratar os no name para fazer o simulacro de emboscada, mas ok o benfica nao tem claques....treta mas enfim, o Vieira é que nao se onterssou que elas se legalizasem)

Anónimo disse...

Já vi posts longos e ridiculos, mas este ultrapassa tudo o que é normal

Ai coitadinho do otário...linhas e linhas de de malabarismo na história do futebol portugues


Vai perguntar ao teu idolo Coluna quem era o clube do regime que eele responde te....ainda há 2 meses deu uma entrevista a dizer que eram eles próprios e que sabiam que eram benefeciados.....mas se calhar entao o glorioso capitao encarnado
mentiu!!!!


triste, vai dar banho ao cão.

p.s. ah e pergunta ao eusébio pq na entrevista que deu quando foi despejado do benfica no fim da carreira dizia que tinha sido roubado ao sporting e agora já diz não.....deve ser da estatua que lhe deram, perdeu a memória.

Ainda hj os unicos titulos que ganham, é os do estoril e o dos tuneis.


Ass: Lione

low desert puke disse...

Despejados sao aqueles que vao para o porto ganhar titulos e consequentemente vendidos com lucros que vao dos 300 aos 500%.

O Eusébio jogou 15 anos no Benfica e ganhou tudo o que havia pra ganhar pah. à beira dos 35 anos acabou por aceitar ir para o Estados Unidos fazer companhia a muitas outras lendas do futebol mundial.

Depois um dia voltou e aceitou jogar no Beira-Mar, admitindo anos mais tarde que queria somente experimentar o Estàdio da Luz visto pelo lado de uma equipa adversària.

PS: Também ganhàmos a Taça Lucilio.

ana disse...

aaaah, então foi por isso que o Eusébio aceitou acabar a carreira no Beira-mar: para saber como seria jogar contra o Benfica! Eh pá! Grande Eusébio!

low desert puke disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
low desert puke disse...

ana, depois do beira-mar o Eusébio jogou no Uniao de Tomar e em dois clubes americanos.

Continua a carregar.

ana disse...

ó puke, mais me ajudas. Eu sei lá por onde andou o eusébio! loooool.

low desert puke disse...

ana, tu nem onde o Peyroteo acabou a carreira deves saber...

Dartacão disse...

Se souber quem ele é ,já é um bom começo.

Quanto aos outros...o post não é uma opinião
É um levantamento de factos.
Não queremos aureolas, apenas que não digam parvoices injustificadas.
Podem vir com Estorilgates e com tuneis, isso é diferente, não que seja verdade, mas é diferente.Essas podem colocar para discusão noutro saco.

O Eusebio, basicamente já todos ouvimos estórias diferentes. Junto outra , e esta está em video, não daquelas que se disse que se ouviu...
Sabem que é o Hilário? Lateral direito do Sporting e da selecção nacional. Também ele moçambicano. Chegou ao pé do presidente do Sporting e disse:¨Presidente, tenho lá um miudo no meu bairro que vai ser uma estrela. Contrate-o!! O presidente responde:¨Trá-lo cá, ele que faça um teste e depois vê-se¨ Hilário propôs isso a Eusébio que disse: ¨Nem pensar! Eu sou melhor jogador que o melhor jogador do Sporting! Teste não faço...
e assim perderam a hipotese...

e repito, podem confirmar, Programa Rivalidades da ESPN Classic, quando focaram as rivalidades entre Benfica e Sporting
Agora essas do ouvi numa entrevista, ou li já não sei onde...

ana disse...

não, puke, não faço a mínima. elucida-me lá, se faz favor.

low desert puke disse...

Vai ao Twitter do JEB, ana. Està là tudo.

ana disse...

vai tu!

pwnd disse...

ana foste ownada. os teus comentários sarcásticos são muito engraçados mas de conteúdo têm zero.

Benfica para sempre

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